setembro 22, 2009

Como derrotar Sócrates?

Assim:

Aveiro - Voto que tira deputados ao PS: PSD e CDS

Beja - Voto que tira deputados ao PS: CDU

Braga - Voto que tira deputados ao PS: PSD, CDS, CDU e BE

Bragança - Voto que tira deputados ao PS: PSD

Castelo Branco - Voto que tira deputados ao PS: PSD

Coimbra - Voto que tira deputados ao PS: PSD

Évora - Voto que tira deputados ao PS: CDU

Faro - Voto que tira deputados ao PS: PSD

Guarda - Voto que tira deputados ao PS: PSD

Leiria - Voto que tira deputados ao PS: PSD e CDS

Lisboa - Voto que tira deputados ao PS: PSD, CDU, BE e CDS

Portalegre - Voto que tira deputados ao PS: PSD (provavelmente)

Porto - Voto que tira deputados ao PS: CDU, BE, PSD e CDS

Santarém - Voto que tira deputados ao PS: CDU e PSD

Setúbal - Voto que tira deputados ao PS: BE, CDU, PSD e CDS

Viana do Castelo - Voto que tira deputados ao PS: PSD

Vila Real: Voto que tira deputados ao PS: PSD

Viseu - Voto que tira deputados ao PS: PSD e CDS

Açores - Voto que tira deputados ao PS: PSD

Madeira: Voto que tira deputados ao PS: PSD

Europa - Voto que tira deputados ao PS: PSD

Fora da Europa: Voto que tira deputados ao PS: PSD


Publicado por Francisco Nunes em 12:03 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 21, 2009

E os caladinhos? Esses? Hã?!...

     Há anos atrás, aqui na Planície, a rapaziada duvidava dos atributos morais das moçoilas mais caladas. "As caladinhas, as sossegadinhas, as envergonhadinhas, huuuum, são as piores... Sonsas!" Já os calados, por sua vez, eram temidos: "Não queiras ver um calado zangado! Um bicho bravo, meu rapaz! Um bicho bravo..."
         Está o leitor, imaginamos, a pensar nas analogias com o Cavaco? Não caia nesse erro. Assim à pressa e sem qualquer preparação, encontramos 3 razões para o Cavaco não se enquadrar no exposto acima:
        1º O Cavaco é algarvio e os adágios e máximas alentejanas não se lhe colam;
        2º O Cavaco não é bem um tipo calado... O homem, ao fim e ao cabo, é político, tem que discursar, argumentar...;
        3º O Cavaco, em certo sentido, é mais do género caladinha do que calado! E isso, como é bom de ver, faz toda a diferença...
        Repare o leitor que o Cavaco anda mais enfiado em esquemáticos e florentinos 'O Presidente não pode' e atávicos 'O Presidente não deve' do que no afirmativo 'devo e quero'.
         Repare o leitor que o Aníbal, acabadinho de eleger (ou coisa assim...) entregou o cartão de militante do PSD para assim poder ser independente... Falta saber para que quer ele a independência...
            Quando a malta, - ou por ter interesses inconfessáveis, ou por ter rabos de palha manhosos, ou até por ser daqueles que se borram por tudo e por nada - anda acagaçada (e até mesmo asfixiada) o que faz o Presidente para a encorajar? Diz que não pode! Ou até, que não deve! Nem mais!
        Bem vistas as coisas, isto é como se o Cavaco, perante os acagaçados deste miserável rectângulo, lhes dissesse para terem ainda mais medo porque ele, que até é o Presidente, e tudo! também não está muito à vontade e também não pode... Não é bem não pode... é mais, não pode, nem deve!
          Entendamo-nos! isto não é bem uma postura institucional; é mais uma postura fetal, encolhida, retraída, enfiada. É uma não postura, resumimos.
        Ora o Cavaco, pá! quanto a nós, disse-nos quem era quando, a propósito das recordações do Martinho da Arcada (esse magnífico café a asfixiar debaixo de canos de escape e trepidações da Carris, enquanto espera pelo resultados dos discursos e das boas intenções da rapaziada da política) se referiu aos frescos e fofos queques e aos quentinhos galões com que se empazinava naquele espaço enquanto jovem universitário. 
       Deus, Nosso!!!! Queques e galões?!
       Cáspite!
        (E ainda há quem nos venha para cá falar em políticos credíveis...)
Publicado por Francisco Nunes em 10:42 PM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 20, 2009

É bem feito! Muito, muito bem feito! É sempre muito bem feito!

Aqui numa das tascas da Planície, discutiam-se os resultados eleitorais aduzidos pelas sondagens. Às tantas, diz um dos tertulianos convivas:
- Seja o que fôr, pá! que aconteça ao sac--- do Sócrates é bem-feito: Ou perde, e perde muito bem; ou ganha e tem que arranjar maneira de limpar a m---- que fez! Se não limpar é bem feito p'rós burcalhos que votaram no gaijo!


Toma lá que é democrático!

Publicado por Francisco Nunes em 08:38 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 18, 2009

O que diz Júdice, hoje.

Júdice, agora, diz que vai votar PS. Acreditamos. Ao fim e ao cabo, a rapaziada do PS é cliente da Quinta das Lágrimas...

Publicado por Francisco Nunes em 04:03 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 16, 2009

O que diz Júdice.

Diz que não vota no Costa. Diz que não é por causa do Costa. Diz que é por causa do Sá Fernandes. Não diz que é por causa do vento que parece querer mudar, mas nós não acreditamos.


Ao fim e ao cabo, o segredinho é a alma do negócio. Oraaaa...

Publicado por Francisco Nunes em 10:37 PM | Comentários (0) | TrackBack

Minas de Aljustrel

vs

Júlio de Matos

       Lembra-se o prezado leitor de termos anunciado aí para trás (há já muito tempo...) a reactivação da exploração das Pirites Alentejanas? Lembra-se? Hã?

       Pois, pois... calculamos a reacção do paciente leitor: "Mas por que carga de água" perguntará o já atónito leitor "é que estes tipos da Planície se lembraram agora deste assunto? Será a lentidão proverbial do pessoal de Entre Tejo e Guadiana em acção?"

   Não! Deixe-se o leitor de pré-juízos (até porque já nos bastam os prejuízos por nascermos aqui neste rectângulo manhoso à beira-mar plantado). Aconteceu, muito simplesmente, que afinal não houve reactivação nenhuma da produção mineira e até nos esquecemos -ou fizémos por isso!... - da coisa. (Pois foi. Foi um fifiazita que devíamos ter desmentido a tempo... Hélàs! Pedimos sinceras desculpas). Ora, sucedeu que entretanto a rapaziada do PS encarregou-se de não deixar em claro este estranho caso. Estes miúdos, não festejando a reactivação da Mina, não se deitam ao ócio. Não! Festejam bravamente e com discursos e tudo, a manutenção dos cento e tal postos de trabalho.

   Ora, numa economia de mercado toda europeia, toda competitiva, e tal, e coiso, faz-nos muita falta perguntar:

    - Numa mina que não explora minério, o que é que a obriga a estar aberta e com funcionários em funções nos escritórios e arredores? Hã?

O favor dos Martins Brothers?

A acção genial do grande Jorge Coelho?

A magistral inventividade económica do demitido Pinho?

As capacidade financeiras do miraculoso ministro da economia e das finanças?

A cabeçuda determinação do sexy platinado Sócrates?

        A verdade querido leitor é que não sabemos responder a esta pergunta. Temos orelhas e canais auditivos e ouvimos o que se diz... Ora, o que ouvimos dizer é que é o Ministério do Ambiente é que tem que entrar c'a massa por via do tratamento de eflúvios e manutenção diversa... coisas memo, memo do ambiente, da preservação do meio natural no Sado, da ecologia...

       Mas isso - claro está! - é o diletante pessoal da má-língua a falar... Ou pior! os sindicalistas! Esses malandros.

     O que é que isto tudo tem a ver com o Júlio de Matos? -pergunta um jovem leitor que o consumo de substâncias manhosas encoraja a ler esta droga de texto.

  - Oh ignaro leitor! O leitor não ignora que neste país houve animais que fizeram anedotas desmoralizantes apenas por haver quem, num hospital psiquiátrico, se resolvesse a inaugurar com toda a alegria uma piscina no dia da sua inauguração na presença de altas personalidades só porque a piscina não tinha água! Uma lástima... o País.

Publicado por Francisco Nunes em 07:34 PM | Comentários (0) | TrackBack

O Passos Coelho foi vítima de sectarismo:

       A ideia de que o Passos Coelho só ficou em 2º lugar no concurso de beleza do Correio da Manhã e que foi por não ser do PS que isso lhe aconteceu. A achega de que o Sócrates não venceu esse concurso uma vez que ficou em 6º lugar. A ideia de que é bom termos um Primeiro Ministro lindo tendo nós uma economia devastada... foi de mestre. Infelizmente, dando uma volta pela blogosfera e pelos comentadeiros do costume, parece que muito poucos apanharam as conexões destas 'setas' atiradas ao Sócrates, a alguma imprensa mais oca, ao próprio Ricardo (que as topou muito bem...) e para dentro do próprio PSD.
      Para se ter sentido de humor é preciso não se ser imbecil. A Drª Manuela Ferreira Leite tem de facto sentido de humor... e do fino.

 

Publicado por Francisco Nunes em 12:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 15, 2009

Se isto não é machismo,

é, pelo menos, uma falta de educação do caneco.

Publicado por Francisco Nunes em 12:56 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 12, 2009

Legislativas - Antecipação dos Resultados Eleitorais

      Tendo em atenção as declarações que temos ouvido ultimamente, as conversas de café aqui pela Planície, os resultados das sondagens para as eleições europeias, os resultados das eleições europeias, a ausência do factor Vital e a inclusão do factor João Jardim, as horas de estudo e de complicadíssimos cálculos matemáticos a que nos dedicámos, os momentos gin tónico que temos suportado estoicamente e o factor TVI vs Marcelo, estamos em condições de antecipar o resultado das próximas legislativas com uma margem de erro de 15%.

Aí vai o resultado da nossa previsão:

PS- 29,5%

PSD - 32,5%

BE - 13,5%

 CDU - 10,5%

 PP - 12,5%

Outros - (Ehékhhh...)

             Depois não digam que não avisámos.

       Ahhh, pois... e aceitamos apostas.

Publicado por Francisco Nunes em 04:33 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 10, 2009

Sócrates of the record

Desagradável, não é?

Pá! coitado, é o que parece...

 

Publicado por Francisco Nunes em 05:45 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 06, 2009

Jerónimo de Sousa / Sócrates: parecer

Aqui nos cafés da Planície, na manhã de hoje, pouco se falava de política. 'Portugal está à rasca' era a frase mais ouvida por aqui. Também havia alguns, muito, muito poucos, que comentavam a política.
Como é habitual nem todos estavam de acordo: Houve quem gostasse da performance do Zézito. 'Estava muito bem preparado', diziam. 'O quê? Aquele discurso estava bem preparado'? Perguntavam outros. 'Chorrilho de mentiras e lugares comuns!' respondiam alguns.
Alguém mais chocarreiro resumiu: 'O Sócrates, pá! até parecia um engenheiro a falar com o capataz das obras'.
Pagámos e saímos. Ao fim e ao cabo, pensámos com os nossos botões, o que seria de muitos engenheiros se não tivessem capatazes?...

Publicado por Francisco Nunes em 07:33 PM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 05, 2009

Com o Pai Natal como paradigma perdido:

Tá-se memo, memo a ver...

É quase tão 'in' dizer-se que não se via o Jornal de Sexta como afirmar-se que o Sócrates não lhe poderia ter dado fim. Ao fim e ao cabo, quem é que se iria incomodar com um Jornal que, aparentemente, ninguém via?

Ora, pois.

Publicado por Francisco Nunes em 05:22 PM | Comentários (0) | TrackBack

'Com um olho no burro e outro no cigano'

- Uma História que se conta há décadas aqui pela Planície.

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    Aqui na Planície há muita gente que ilustra o dito 'com um olho no burro e outro no cigano' com a seguinte história:
   As feiras, há uns anos já largos, tinham um espaço para a venda de animais a que acorriam negociantes e criadores de gado, agricultores e, como é bom de imaginar, ciganos. Eram as corredouras.
    Discutia-se, regateava-se, bebia-se, argumentava-se e mentia-se. Ir fazer um negócio e não chegar com um grão na asa a casa nem era muito bem visto. (Nos dias de hoje, algo muito semelhante a uma corredoura -só para os mais jovens terem assim uma ideia- seria, por exemplo, o que ainda hoje se passa na Assembleia da República, mas sem os copos de três).
    Adiante. Nas corredouras negociava-se de manhã bem cedo até ao cair da tarde. Um comprador diligente que ao raiar do sol visse um animal que lhe interessasse, por estratégia e até por hábito de fazer como sempre se fez, aparentando algum desinteresse, fazia uma primeira aproximação ao animal pretendido e ao seu vendedor. Era necessário mirar bem os bichos, avaliar-lhes as virtudes e as mazelas, os defeitos e as forças, ter uma ideia da honestidade do vendedor, do seu desespero e da sua ânsia ou da sua segurança num negócio bem feito fruto das qualidades dos seus produtos e da comodidade da sua fazenda. Jogos de enganos que se faziam e desfaziam ao longo do dia. O regatear a la longue era um hábito cultural muito bem aceite e permitia que, à roda de cantares ao despique, copos de três, toucinho e torresmos, pão e azeitonas, visitas à família que ali morava e novidades da prima do Brejo dadas pelo Tóino do Monte da Serrata, as pessoas governassem as suas vidas e, bem ou mal, gerissem as suas riquezas e azares. Era assim.
   Ora, numa destas corredouras, um agricultor em busca de um macho para o arado e para a carroça de ir à vila deu em negociar com um cigano que se fazia acompanhar do seu filho.
   A coisa começou quase ao romper da aurora e, ao longo do dia, pelo canto do olho, o nosso homem mirava o bicho. Lá pelas quatro da tarde, o agricultor quis fechar negócio e jogou os seus trunfos para embaretecer a alimária que cobiçava. Virou-se para o cigano e perguntou-lhe pelo vesgo.
   O cigano fingiu-se despercebido, negou o defeito ao macho e apressou-se a desmentir a ofensa feita ao bichinho. Diz ao filho:
   - Zéi, vai lá buscar ali o macho da ponta que este senhor quer vê-lo.
   - O cego, pai?
   - Não, o da ponta! -O cigano, interiormente, já se retorcia com o defeito do seu rebento. 'Sério´o parvo do catraio!' pensava, 'é praga que me rogaram!' Ah!... que havia de passar muita fominha se não aprendesse a negociar com os gadjés como devia ser!...
   - Pai, antão o da ponta é o cego!
   - Cego? Cego está tu estupor!
   - Oh pai, o da ponta é o cego! O pai sabe...
   Em desespero, usando de todo o ardil que a experiência lhe dera, o cigano disparou:
   - Ai. Perdido de amores p'lo macho! Diz a verdade Zé Nega!
   Não se sabe já se esta história é verdadeira, parcialmente verídica ou completamente inventada. Conta-se e nós repetimo-la. É só.
Publicado por Francisco Nunes em 02:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 03, 2009

Mundivisão a la PS

Lembram-se dos anos 70? Lembram-se da questão socialista? Socialismo em Liberdade ou Liberdade em Socialismo? Pois é...
No Rato de hoje chegou-se a uma nova Mundivisão. Chama-se Prisavisão.

Publicado por Francisco Nunes em 06:12 PM | Comentários (2) | TrackBack

ERC algo dúbia...

Depois de lermos esta notícia ficamos na dúvida se o encerramento do Jornal de Sexta é inaceitável. Ponto. Ou se é inaceitável por ser inoportuna...

Publicado por Francisco Nunes em 06:08 PM | Comentários (1) | TrackBack

SÓCRATES E A LIBERDADE,

António Barreto, 2008 \ Público"

    «EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974 , criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos. Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres? Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas. Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.

    EM TRAÇO GROSSO, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos 'fascistas' faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.

    POR ISSO SINTO INCÓMODO em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.

    O CATÁLOGO É ENORME. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.

    MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A vídeovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na 'comunicação social' em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.

    NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas

    TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo... »

António Barreto \ Público

 

 

Publicado por Francisco Nunes em 05:49 PM | Comentários (2) | TrackBack

Jornal de Sexta-Feira da TVI ignobilmente censurado.

É impressionante o número de imbecis que comentam nos jornais, nos blogues... a sua concordância com a censura deste jornal. É escandaloso o silêncio de muitos dos 'jornalistas' dos outros órgãos de comunicação sobre este assunto.


Este país é cada vez mais sufocante.

Publicado por Francisco Nunes em 05:12 PM | Comentários (2) | TrackBack

Sócrates/Portas: a sequela.

I Still Know What You Did Last Summer

    No seu mundividente, tautológico e bacoco estilo, Sócrates invocou o título de um filme de terror que fez algum furor (entre os amantes do género) há dez anos atrás. Falamos de um filme representado e dirigido por gente nova e fresca e foi até premiado (já não recordamos onde). Nada de especial.

     Ao premiado I Know What You Did Last Summer sucedeu-se o inevitável I Still Know What You Did Last Summer.

     Francamente, aqui na Planície não sabemos se o nosso esteta e cinéfilo Primeiro viu a sequela referida. Vê-la, -dizemos nós- ser-lhe-ia muito instrutivo.

     ...Ou talvez não. Talvez já fosse demasiado cruel...

     Sim, de facto, até para o corajoso Zézito seria cruel uma sequela de um filme de classe b com um título tão óbvio... e tão manhoso.

 

 

Publicado por Francisco Nunes em 02:11 AM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 02, 2009

Tribunal de Famalicão visto pelos fantásticos blasfemos

Dizem eles:
Peço explicações
Publicado por PauloMorais em 1 Setembro, 2009

Segundo o JN, “um indivíduo tentou estrangular a mulher com um arame mas foi impedido pelo filho.(…) Foi detido por tentativa de homicídio (…). O Tribunal de Famalicão libertou-o”.
Como é que é possível?

Dizemos nós:

- E vocês, pá! conhecem o estafermo da mulher? Hã? p'ra 'tar p'raí a mandar abébias? Hum? Metei-vos nas vossas vidinhas, camandro. Pois!

Sabem lá vocês o trabalho que o Juiz teve? o que ouviu, o que leu, o que sentiu?!...

Publicado por Francisco Nunes em 01:04 AM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 01, 2009

(in)

Corporações

   Quando a conjuntura aconselha, lá vêm os comentadeiros do costume com os disparates habituais sobre as corporações fortíssimas (os professores), a coragem de Sócrates (que não uma inata e dura cabeçudice), o fim dos privilégios de alguns (os funcionários públicos, os professores -mais uma vez-, os juízes, os médicos -todos os médicos, como é bom de ver...-), as medidas fracturantes ( os casamentos gay), a modernidade (um misto de casamento gay + TGV + empresas dos manos Martins + autoestradas paralelas a outras autoestradas + Novas Oportunidades), a mundivisão (um misto de licenciaturas ao Domingo, inglês técnico e obras mal amanhadas na Guarda com os abraços ao Zapatero, uma fotografia de conjunto com ministros estrangeiros e tudo! e a crença de que a IBM, a Intel e até o Magalhães são tecnologia lusa) e os impecáveis discursos à Obama de Alfama do nosso Primeiro (uma espécie de discurso negro -misto de Martin Luther King e Chaka Zulu- e uma sessão de cantigas ao despique numa tasca aqui da Planície).
     Cá p'ra nós, desconfiados homens da Planície, isto é tudo lindo... mas é pouco. Quase nada! Zero!
    Gostávamos, pá! de saber de coisas assim mais simples...:
O que é que os nossos futuros governantes pensam do poder da banca?
    e do poder dos escritórios famosos de advogados?
    e do poder dos patos bravos?
   e do número impressionante e infindável de Fundações?
   e do excesso de garantismo da Justiça?
   e da desmobilização dos agentes da autoridade?
   e do BPP?
  e do BPN?
  e do facto do BES andar sempre nas bocas do mundo lá fora e nas palmas aqui?
  e das pescas?
   e da agricultura?
  e dos salários dos chamados gestores de topo?
  e da incompreensível lógica dos alinhamentos noticiosos da Rtp?
   e dos negócios do Coelho?
  e das obras inauguradas 3 vezes?
   e das obras inauguradas 4 vezes?
   e das obras inauguradas já depois de velhas?
  e do aumento dos crimes violentos?... (Não... esta, se calhar, até é daquelas coisas que começamos a compreender).

 

 

Publicado por Francisco Nunes em 12:16 AM | Comentários (6) | TrackBack