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Lemos há uns tempos atrás esta 'obrazita' editada pela primeira vez entre nós em 1978 pela Europa-América, com a colaboração do 'moderado' Suleiman Valy Mamede (a reprodução aqui abaixo é já da segunda edição - 1989). De vez em quando voltamos a agarrá-lo e, em ternurentos e relaxantes instantes, relemos algumas das suas pacíficas e modernaças passagens.
"Crentes! Não os matastes: Deus matou-os. não atiras quando atiras: Deus é quem atira, a fim de experimentar os crentes, pela sua parte, com uma bela prova. Deus tudo ouve, é omnisciente."
0p. cit. acima, Capítulo VIII (Os Despojos), §17, p.148-149
Podemos garantir à rapaziada de esquerda que se encarniça contra o Papa que este livro sagrado não tem nada a ver com o Capital, nem com o Manifesto, nem com os vossos interesses, nem com o vosso modo de vida. Lamentamos desiludir-vos...
Assim como lamentamos desiludir-vos e afirmar que o papa talvez não tenha querido dizer outra coisa para além do que disse. A verdade, conforme se diz, é que custa muito a engolir... Pois sim, até acreditamos que o Papa queira contar espingardas para o debate ideológico que urge.
Publicado por Francisco Nunes em setembro 17, 2006 12:18 AM