outubro 18, 2006

Socialismo à Portuguesa: a 4ª via

O PS, modernaço cum'ó camandro, vai mais longe do que qualquer Blair que ande pela costa. Esta de atacar as isenções fiscais de que gozavam os reformados e os deficientes, para nós, é o máximo. Nunca o autoproclamado liberal PSD fora tão longe. A protecção aos interesses da Banca são, num país de caloteiros e endivadados, um 'must'. Fôssemos nós liberais e estaríamos efusivamente aos saltos. Não somos lá muito, mas por este andar...

Por outro lado, e damos a mão à palmatória, fizeram o que para a direita deveria ser uma medida primordial:aliviaram um pouco (quase nada, enfim...) a carga fiscal dos casais e apertaram um pouco mais os calos aos solteiros. Ficou a intenção.

Começa a ser tão divertido quanto, em n certa medida, penoso ver os militantes do PS a justificarem este 'socialismo'. O Marques Mendes, pelo seu lado, lá finge que tem alguma coisa nova para dizer e o maltratado lídere do CDS, quando a televisão não tem mais ninguém para entrevistar lá procura inventar raros pontos de ruptura com o governo.

Ora, panem et circus, é um paliativo para o povo há muito tempo. Com bons casinos, muitas brasileiras, novelas, concursos e futebol na televisão não há carga fiscal que impaciente os 'Tugas'. Haja vinho, cerveja, tremoços e umas sandes de couratos...

Mas o que nos preocupa mesmo muito é que este tipo de direita a la el compromiso Portugal pode vir a dar uma força doida à esquerda, mesmo que dê bons empregos na Banca e na Sonae aos ministros quando estes passarem a ex...

Publicado por Francisco Nunes em outubro 18, 2006 06:48 PM
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