novembro 23, 2006

Estatuto / Regimento

   As 152 páginas do novel Estatuto da Carreira Docente a que tivemos acesso só referem obrigações.
   Ora isso, num país em que -recordamos- toda a gente tem direitos e ninguém assume deveres, até achamos bem: -Ao menos, pá! que haja quem tenha obrigações!... Nem que isso seja regulamentado por uns dizeres parelhos aos de um escouceante  regimento de cavalaria militar.
   Estranho, estranho, é que ninguém se surpreenda com o verbalizado  intuito do ME: resumidamente, a senhora ministra promete que os papéis e os cargos vão para os bons professores, as aulas e os alunos ficarão a cargo dos maus!
   Eh, pá! Teremos ouvido mal, este é um país de invejosos mesquinhos que gostam de ver apoucar o parceiro do lado seja lá como for, ou, e é o mais provável, seremos nós umas bestas sem qualquer discernimento?
Deve ser isso... já que ninguém se queixa. Pois...
Publicado por Francisco Nunes em novembro 23, 2006 11:05 PM
Comentários

"chegar ao topo" é uma frase tão demagógica como quem a proferiu. Ele tem consciência disso.
Não somo bestas nem parvos, também não o éramos no tempo do Salazar. O que é triste é ser um governante eleito pelo partido socialista a fazer-nos parvos. Digam que não há dinheiro, que é forçoso pagar menos aos professores, mas não nos façam de parvos.
Este ECD vai por as escolas em guerra. se pensam que dar aulas é o mesmo que fazer caixotes,aguardem os resultados.

Afixado por: João Norte em novembro 24, 2006 06:54 PM

Na carreira docente não existe topo da carreira. Existem sim patamares em que se ganha mais do que noutros. Mas não existem etapas em que as funções desempenhadas mudam. Numa carreira em que se começa por baixo e se vai subindo, aí sim chega-se ao topo. Por exemplo, começa-se por secretário e chega-se a director. Mas na classe docente, começa-se por ser professor e acaba-se sendo professor.

Portanto não faz ponta de sentido falar em chegar ao topo nem em afirmar que só na classe docente todos os professores chegam ao topo. Isso é uma falácia; uma manha inteligente para justificar a criação artificial de dois escalões mas em que se faz o mesmo em ambos: dar aulas.

Um professor quando entra para os quadros atinge imediatamente o topo da carreira, no sentido de que as funções que desempenhará serão sempre exactamente as mesmas.

Não confundir o facto do Estado pagar progressivamente mais pelas mesmas funções à medida que se é professor há mais tempo com progressão na carreira e com chegar ao topo. Isso é para as carreiras em que existe uma hierarquia de cargos. Aí sim, chega-se ao topo.

Afixado por: Raposa Velha em novembro 23, 2006 11:42 PM
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