janeiro 28, 2007

Referendo ao aborto: Duas (ou três, ou quatro...) razões para a abstenção

Apesar dos talentosos cameramen envolvidos, não nos foi possível vencer a vontade de estar quietos no dia do Referendo.
A primeira das razões será esta:

A segunda, e não menos pertinente, a que se segue:

Outra razão, esta um pouco mais séria, que nos leva a mandar a rapaziada da 'plítca' dar uma volta ao fontanário do Samouco tem que ver com esta evidência: depois da inacção que a AR e os sucessivos governos dos últimos anos revelaram ao não conseguirem -ou não quererem?- fazer cumprir a lei existente, nada nos garante que façam cumprir o que quer que agora se aprove. Nada nos garante, em suma, que não estejam em causa questões de afirmação política bastante divergentes daquelas que têm que ver com o aborto.
Recordamos pela milésima vez que os espanhóis têm uma lei para a IVG semelhante à portuguesa. A Espanha, que é um país à séria fá-la cumprir; em Portugal tergiversa-se, tergiversa-se sempre. Nestas condições, comparecer a este referendo é dar cobertura a uma fraude política que nos fica cara.
Já agora, e em abono do que dissémos atrás, ainda pedimos ao(s) nosso(s) leitor(es) que se lembre(m) que só vão a referendo assuntos que os políticos achem relativamente inóquos... recorda(m)-se do referendo à Constituição Europeia? Aaahhh, pois!!!

Publicado por Francisco Nunes em janeiro 28, 2007 10:58 PM | TrackBack
Comentários

Não concordo com a posição abstencionista.
O referendo é uma forma de participação política que devemos sempre, sempre usar.
Eu voto SIM!

Afixado por: Visitante recente em janeiro 30, 2007 11:30 AM
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