O presidente desta república em que nos encontramos foi ao Luxemburgo para assistir a uma aula para alunos de 8/9 anos, para se mostrar aos emigrantes, para calar os descontentes com o fecho de consulados ali ao lado, em França, e para dar um tabefe de luva branca aos malfadados suiços
Ora, na turma dos 20 alunos que visitou apenas 5 não eram portugueses. Vai daí que os 15 miúdos luso descendentes tinham, lado a lado com a professora luxemburguesa titular da turma, um professor de Português na aula para corrigir o insucesso escolar entre eles. O entusiasmo da comitiva era manifesto (ao ponto das efusivas boas tardes e dos vibrantes bons dias sairem trocados e atabalhoados) e, apesar de não haver ainda resultados palpáveis desta iniciativa luxemburguesa, o presidente, acolitado pela demais comitiva, mostrou-se convicto dos seus benéficos efeitos.
É assim, pois, com esta leveza, que os políticos cá da Pátria falam de Educação...
Com leveza e com hipocrisia: recorde-se que há bem pouco tempo os rapazes do Bloco fizeram uma proposta legislativa na assembleia desta república que apontava para este tipo de prática pedagógica. Por motivos vários (dinheiro, verbas, dinheiro, crise económica, dinheiro, necessidade de integração dos alunos estrangeiros e dinheiro) esta proposta foi chumbadíssima.
Desconfiemos... é sempre melhor.
Publicado por Francisco Nunes em março 10, 2007 12:58 AM | TrackBack