março 24, 2007

PP ataca o grupo Prisa

   O Polanco (o tipo da Prisa) não resistiu à tentação de se acoitar o mais chegadinho possível ao poder (leia-se, ao Zapatero). Acossado pelas questões dos accionistas da sua empresa e, quiçá? pelo almoço, ainda acusou os populares  (esses perigosos facínoras!) de quererem o regresso à Guerra Civil. (Também aqui -na intenção velhaca e nas palavras verrinosas- se colou ao caramelo que dirige os destinos de nuestros hermanos.)
   Vai daí, por um lado, o PP exigiu desculpas...    A rapaziada de esquerda, por outro lado, negando tacitamente o achincalho que o 'Patrâo' infligiu aos populares, exige ao PP que respeite a liberdade de imprensa.
   Há aqui, amigo leitor, alguma coisa que não entendemos...   Constatamos apenas estas ligações manhosas de importantes grupos de media, de hordas de comentadeiros pagos à palavra (nem sempre doirada), de bancos, de muitos e muito grandes empresários e de alguns sindicatos com o Poder. Aqui chegados, afiançamos apenas que estas ligações espanholas nos fazem lembrar Portugal...
   Curiosa, afinal, a Esquerda que 'varre' a Península: muito socialista para com alguns patrões (que o digam, por exemplo, os Berardos e os Espíritos Santos), muito unha com carne com os jornais, e liberalíssima para com quem trabalha.
  Pelo andar da carruagem, pode acontecer que esta moda não seja passageira. Podemos mesmo estar perante o princípio de um novo estilo de governação que se afirma... uma coisa assim a que modos de uma 4ª (ou 5ª?) via. Uma via com um sentido único: descendente, bravamente descendente.
Publicado por Francisco Nunes em março 24, 2007 12:24 PM | TrackBack
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