setembro 17, 2007

Os Livros que Mudaram a Vida da Rapaziada Aqui da Planície

                                  O Carlos atirou-nos com esta. De um modo geral não aderimos a estas cadeias do género 'Os cinco cagaços que alteraram a forma como vês o mundo' ou 'Os cheiros da tua vida'...
                                  Desta vez, porém, aceitamos responder a um, vá lá, 'desafio' deste género. E aceitamos por dois motivos:
                                   1º porque foi o amigo Carlos que se nos saíu com esta e 
                                   2º porque não houve livros que tivessem alterado as nossas vidas uma vez que somos uns míseros cabeçudos -mal sabemos ler e, de uma forma geral, só aprendemos o que queremos aprender.
                                 Além de tudo o mais, mudar a nossa percepção das coisas é, para boçais como nós, uma coisa do camandro!... Imagine o leitor que um gajo tem o azar de só ler livros que mudam vidas!... Hã? Tão vocemecês a ver a coisa? Um desgraçado nessas circunstâncias, pá! é mais ou menos como uma ventoinha avariada: Ziguezagueia, guincha, salta e repimpa e, no fim, estatela-se bruto no chão.
                                  Uma coisa é certa: podemos ser brutos cum'ó caraças, mas ninguém pode dizer que somos volúveis! Lá isso... Bom, chega de conversa.
                                  Os livros de que AGORA gostamos são os últimos que lemos: 'A Guerra Civil Espanhola', do Pio Moa; 'As Máscaras de Salazar'; 'A Passo de Caranguejo', do Umberto Eco.
                                   O livro que mais gostámos de ler, apesar de não ter mudado a nossa vida nem um bocadinho (está o leitor a ver por que são tramadas estas classificações?) foi o Valente Soldado Schveik (escreve-se assim?). Também nos rimos umas lascas com 'A Queda de um Anjo', do Camilo...
                                 O livro que mais nos custou a ler foi, talvez, 'A Paideia' (outra incongruência destas coisas!). No entanto, sendo um livro algo difícil é dos livros mais profundos -e mais esquecidos!...- que conhecemos.
                                   Gostamos de quase tudo o que escreveram o Eça, o Desmond Morris, o Mário Henrique Leiria, o António Ribeiro, o Fialho de Almeida, adoramos os bonecos do Quino (a propósito: o último trabalho do homem chegou agora à FNAC).
                                  Ansiamos por tudo o que escreve o Vasco Pulido Valente (só se dará valor a este homem quando ele deixar de incomodar morrer?), o Patrik Suskind, o Amin Malouf... 

 

Publicado por Francisco Nunes em setembro 17, 2007 10:41 PM | TrackBack
Comentários

'podemos ser brutos cum'ó caraças, mas ninguém pode dizer que somos volúveis!'

Bom humor, Francisco, e do fino...

Grande abraço

Afixado por: Carlos a.a. em setembro 18, 2007 09:29 AM
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