maio 19, 2008
Sócrates, o Construtor nas Minas
de Aljustrel
A abstinência tabágica está a fazer esquecido o nosso Sócrates, o Construtor. Falando em Aljustrel, o chefe que nos calhou na rifa elogiou as maravilhas económicas proporcionadas pela exploração mineira, os benefícios do investimento estrangeiro e a visão estratégica do seu governo. Não disse -esqueceu-se- que as minas foram vendidas por um euro, que a sua manutenção durante os anos de encerramento ficaram a cargo do estado português (via fundos ambientais), que os valores do zinco têm subido quase exponencialmente nos mercados internacionais, que os filões mineiros foram localizados pela portuguesa EDM e confirmados malcriada e abusivamente pelos técnicos estrangeiros pondo em causa a honestidade das sondagens nacionais, que o acordo social feito (imposto) com os sindicatos é próprio de um país colonizado e que a forma de exploração do minério roça a rapina (a exploração tem um prazo que ronda, na melhor das hipóteses, os 20 anos). Acontece...
Post Scriptum: valerá a pena ler o que se passava há 3 anos e 3 meses
aqui
Ou aqui, em 2006...
Publicado por Francisco Nunes em maio 19, 2008 03:35 PM
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Ora essa! Obrigado pelo elogio.
Um abraço,
Francisco Nunes
Parabéns pela sua análise, agora e há três anos!