outubro 07, 2008
4 razões para reconhecer a independência do Kosovo
1ª.- "A situação de facto".
2ª.- "O problema é político e não jurídico, [...] o direito não pode por si só resolver uma questão com a densidade histórica e política desta".
3ª.- "O reforço da responsabilidade da União Europeia".
4ª.- "A mudança de contexto geopolítico que entretanto se verificou. [...] no momento em que Moscovo reconheceu a Abkházia e a Ossétia do Sul reconheceu também implicitamente a legalidade do Kosovo".
Aqui na Planície aduziríamos uma 5ª razão às 4 anteriores:
5ª Razão.- Queremos fazer o simpático jeitinho a uma série de interesses maravilhosamente instalados por forma a sentarmos o nosso despretensioso e sereno rabiosque no Conselho de Segurança das Nações Unidas para a justa, compungida e -admitamo-lo- merecida vaidade de alguns e -o que não é nada pouco...- para assegurar alguma diversão e boa e sadia companhia a alguns beneméritos e humanistas que, por modéstia, nem gostamos de destacar.
... É que, de facto, as 4 razões expressas são fraquinhas... Levando a 1ª razão a sério, Timor ainda estaria a suportar o peso das botas do exército indonésio; considerando a 2ª razão, podemos imaginar que em Guimarães, daqui por 100 anos e por este andar, os chineses das lojecas baratuchas podem proclamar a independência do concelho vimaranense por serem estes já mais do que as mães e por serem olhados de atravessado pelos presumíveis locais; quanto à 3ª razão... é melhor nem falar; a 4ª razão, essa, tem a força moral que teria um pedófilo parricida que vivesse do proxenetismo e exigisse que o tratassem na rua com respeito e admiração!
Publicado por Francisco Nunes em outubro 7, 2008 11:53 PM
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Às perspectivas gananciosas, chamavam os Portugueses quinhentistas 'Fumos da Índia'. Se são da Índia não sabemos; mas que toldam os espíritos, lá isso...
Agradecido pelo comentário,
um abraço
Parece que anda tudo grosso!