ERC
Ontem à noite na TVI, a incontornável ERC foi representada (passe o exagero da expressão) por um inacreditável e manifestamente alucinado senhor careca e com óculos que afirmava constantemente a magnificência e a largura das suas costas (coitado!).
Este dirigente (digamos assim) reagiu à acusação lançada pela jornalista Manuela Moura Guedes de ter contribuído (ou de não ter evitado, o que vem a dar ao mesmo...) para a descida de Portugal no ranking do nível de liberdade de imprensa minimizando a notícia e esgrimindo galhardamente o facto de apenas 10 jornalistas terem respondido ao questionário da organização encarregada de elaborar a referida listagem.
Dono de um rigor intelectual esmagador e num golpe de retórica de bravo efeito, este expedito senhor ainda precisou que este número -dez-, ao fim e ao cabo, representa apenas 'duas mesas e meia de sueca'.
(...) Antes de ficarmos aborrecidos com as penas que carrega a nossa cada vez mais adorável Patriazinha, ainda ficámos com pena do cavalheiro.
De facto, lembramos, a ERC tem cinco elementos. É bárbaro , imaginamos, quando há sessão de 'suecada' lá no sítio (o que deve acontecer muitas vezes) porque há sempre alguém que fica de fora... (Parece que é fácil adivinhar quem fica excluído da jogatina. Quem fica, pá! traumatizado.)
Vistas as coisas, o homem deve aproveitar a solidão forçada para se informar. Como acreditamos que se instrua com os melhores, parece-nos que a China há-de ser o seu farol.
Mais a sério: A ERC, pelo andar da carruagem, pode estar para durar. Mas isso não quer dizer que não tenhamos pena... (É certo que quem o diz somos nós, rudes e avinhados provincianos que representamos muitas vezes apenas uma mesa de crapot... ou até, em dias festivos, uma mesa de bisca lambida.)
Publicado por Francisco Nunes em outubro 25, 2008 01:57 AM
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