O 'caso da professora de Espinho' ainda não chegou ao fim e já a rapaziada do costume anda a tirar e a emitir prolixamente catadupas de conclusões. Ainda há bem pouco, na RTP Notícias, o grande homem da comunicação e (soubemo-lo então) da Educação, Emídio Rangel, atacou com inusitada sanha uma federação sindical cá da praça culpando-a de ser a sua atitude anti-avaliação que favorecia a existência de professores destes (referindo-se á 'professora de Espinho, claro!). Mais coisa, menos coisa...
O 'nosso rapaz' disse, de uma assentada, três disparates três! e uma aldrabice (ou uma confissão de cobardia) - Um feito brilhante mesmo tendo em atenção a qualidade dos comentadeiros que aturamos por essa cibernética lusa a fora:
1º disparate.- A federação sindical em causa (FENPROF) não é contra a avaliação do corpo docente, é contra o modelo de avaliação proposto pelo ME, tal como todos os outros sindicatos de educadores e professores agregados na Plataforma Sindical.
2ºdisparate- Nenhuma avaliação de professores pode evitar situações destas e não seria impossível que esta professora fosse muito bem avaliada face ao modelo de avaliação que o ME quer implementar.
3ºdisparate- Está em causa um trabalho para a IGE e não para os sindicatos. Da mesma forma, não há nada que os deputados possam fazer, nem, quer-nos parecer dados os meios de prova utilizados, os Tribunais.
Uma mentira - Deu aulas -disse- em muitos liceus e nalgumas universidades deste país e encontrou muitos professores como a 'professora de Espinho'. Provavelmente é mentira que tenha encontrado muitos! (A ser verdade parece-nos muito mal que não tenha denunciado os casos que conheceu... Terá sido cobardia?)