setembro 21, 2009
E os caladinhos? Esses? Hã?!...
Há anos atrás, aqui na Planície, a rapaziada duvidava dos atributos morais das moçoilas mais caladas. "As caladinhas, as sossegadinhas, as envergonhadinhas, huuuum, são as piores... Sonsas!" Já os calados, por sua vez, eram temidos: "Não queiras ver um calado zangado! Um bicho bravo, meu rapaz! Um bicho bravo..."
Está o leitor, imaginamos, a pensar nas analogias com o Cavaco? Não caia nesse erro. Assim à pressa e sem qualquer preparação, encontramos 3 razões para o Cavaco não se enquadrar no exposto acima:
1º O Cavaco é algarvio e os adágios e máximas alentejanas não se lhe colam;
2º O Cavaco não é bem um tipo calado... O homem, ao fim e ao cabo, é político, tem que discursar, argumentar...;
3º O Cavaco, em certo sentido, é mais do género caladinha do que calado! E isso, como é bom de ver, faz toda a diferença...
Repare o leitor que o Cavaco anda mais enfiado em esquemáticos e florentinos 'O Presidente não pode' e atávicos 'O Presidente não deve' do que no afirmativo 'devo e quero'.
Repare o leitor que o Aníbal, acabadinho de eleger (ou coisa assim...) entregou o cartão de militante do PSD para assim poder ser independente... Falta saber para que quer ele a independência...
Quando a malta, - ou por ter interesses inconfessáveis, ou por ter rabos de palha manhosos, ou até por ser daqueles que se borram por tudo e por nada - anda acagaçada (e até mesmo asfixiada) o que faz o Presidente para a encorajar? Diz que não pode! Ou até, que não deve! Nem mais!
Bem vistas as coisas, isto é como se o Cavaco, perante os acagaçados deste miserável rectângulo, lhes dissesse para terem ainda mais medo porque ele, que até é o Presidente, e tudo! também não está muito à vontade e também não pode... Não é bem não pode... é mais, não pode, nem deve!
Entendamo-nos! isto não é bem uma postura institucional; é mais uma postura fetal, encolhida, retraída, enfiada. É uma não postura, resumimos.
Ora o Cavaco, pá! quanto a nós, disse-nos quem era quando, a propósito das recordações do Martinho da Arcada (esse magnífico café a asfixiar debaixo de canos de escape e trepidações da Carris, enquanto espera pelo resultados dos discursos e das boas intenções da rapaziada da política) se referiu aos frescos e fofos queques e aos quentinhos galões com que se empazinava naquele espaço enquanto jovem universitário.
Deus, Nosso!!!! Queques e galões?!
Cáspite!
(E ainda há quem nos venha para cá falar em políticos credíveis...)
Publicado por Francisco Nunes em setembro 21, 2009 10:42 PM
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São todos credíveis. Tão credíveis que não consigo encontrar diferenças. Vai daí a folha fica em branco.
Ó diabo...vou ver se tenho ali uma escuta!