Comentários: Zezé Camarinha entre os 100 000 vacinados

Francisco, não é para dizer grande coisa, sobre este seu "post" (melhor, sobre esta aventesma do camarinha) mas sobre o cumprir da promessa, aliás, se não estou equivocado, prometida na chafarica do Alentejanando, ou seja, falar do Fialho e dos seus Gatos. Como alguém já o escreveu, Fialho o maior filho da Esperança, o maior bastardo do Desespero, onde puderam coexistir num só homem, tanta fé e tanta descrença. O que nos cativa então em Fialho e o faz, em nosso entender, mais actual hoje do que no seu século ? Supomos que foi o ele ter dado, aos géneros considerados plebeus, a categoria de géneros nobres, e de uma página de jornal, por exemplo, destinada ao efémero, redigida sobre o joelho, ter extraído texto que continua ainda bastante presente e mais vivo do que a maioria da cronística platinada dos nossos hebdomadários, muito semelhante à romaria domingueira dos papalvos nos centros comerciais. Também como alguém disse o que o que assombra em Fialho é o raio ecléctico não tanto dos géneros mas dos assuntos que cultivou. Nunca escolheu. Deu-se. Conforme vinham, assim os punha no fogo e lhes dava forma, tantas vezes inacabada, tantas vezes nem sequer revista. Fialho tinha requinte e tinha arte. Por isso, não pode ser esquecido. Continue Francisco... Conforme puder e o tempo disponível o deixar, irei fazendo alguns comentários sobre os “felinos”!

Afixado por Albardeiro em março 18, 2006 03:19 PM
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