Pudera que não!
A lógica de uma Ordem é essencialmente corporativa, muito antes de deontológica. Ora, para eles o seu potencial cliente será elevado ao expoente máximo, excesso de procura com redizida oferta. É bom de ver, consultórios cheios...
Só que esta enchente da medicina privada não obsta a que os médicos abandonem o seu lugar no hospital, não pelo vencimento ou estatuto, antes porque sabem que se saírem dos hospitais no prazo de um ano estarão desactualizados.
Isto conduz-nos à seguinte conclusão: aproveitam-se remuneradamente do serviço de saúde público em benefício próprio, em prol dos proventos da iniciativa privada!
Por parte da Ordem, corporativa não deontológica, repito, ainda compreendo. Não compreendo é como é que os sucessivos governos permitiram e permitam que tal aconteça!
Bem dito.
Mas, ao que foi noticiado, a Ordem não só refuta que esse seja um problema como, imagine-se, acha demagógico o aumento dos ingressos nos cursos de medicina...
Francisco Nunes
Afixado por Planície Heróica em novembro 19, 2003 07:48 PME não só!
Se Portugal tivesse a ousadia de implementar uma política de imigração (isto da imigração 0 é igual a imigração clandestina) conseguiria através das suas embaixadas e consulados trazer muitos e bons médicos para o país, imigrantes estes que obteriam óbvias vantagens de integração social.
Se a Ordem dos Médicos não faz fé nos diplomas que apresentam efectuem um exame à Ordem e não atravanquem mais os parcos lugares nas faculdades de medicina.
Aliás, a Ordem dos Médicos deveria ser civilmente responsabilizada pela ridícula imposição de numerus clausulus durante os últimos 26 anos com a complacência de todos os governos.