Essa classificação a que chamaram de qualidade foi elaborada não pela natureza dos actos de saúde, mas sim pela sua quantidade e pelo resultados de exploração.
Assim, por exemplo, um hospital S.A. que se dedique à extracção de quistos sebáceos enquanto outro se dedique a transplantes o primeiro tem um resultado cerca de 1.000 vezes superior em quantidade de intervenções cirúrgicas e um resultado de exploração óptimo - enquanto o 2º tem longos internamentos, o 1º quase não tem.
É por esta razão que os hospitais de fim de linha,, os centrais de Lisboa e do Porto aparecem com os piores resultados de exploração.
O meu conselho é, se precisar, recorra a um dos piores classificados pelo Ministério da Saúde!
Dói! Quando a incúria nos bate à porta.
Mas a generalidade dos hospitais é assim
que funcionam. Não há que admirar.
Isto é um soma e segue a confirmar a melhoria dos serviços prestados pelos hospitais. É quase como uma lotaria. Quem lá entra com um problema de saúde se tem a sorte de ser atendido por um profissional competente e que preze os valores humanitários, aplica todos os seus conhecimentos e recorre antes disso aos meus de diagnóstico que o Hospital dispõem para depois ajuizar correctamente as causas e definir o problema. Se
tem o azar de ser atendido por um profissional que está ali apenas e só para contabilizar doentes como número de atendimento, menosprezando o doente, então o resultado pode ter um desfecho muito desagradável.