75%'!!!!!!! Bolas...
Os primeiros colonos não pagavam metade disso!
Obrigado pelos comentários.
Um abraço,
Francisco Nunes
Numa escala infinitamente inferior, passou-se o mesmo com a colonia madeirense, em que os senhorios, exploravam gerações de agricultores, que mais tarde, ainda tiveram de abandonar a casa e propriedade onde viviam há 60 e 70 anos,onde cultivavam e davam uma percentagem de 75% ao sehorio, ficando com o resto para subsistencia. Quando a construção civil começou a dar dinheiro, os senhorios decidiram vender as terras para blocos de apartamentos, e lá se foi mais de metade da agricultura madeirense,deixando na miseria familias inteiras, idosos que sobrevivem(?)com os 30 contos de reforma...
Afixado por Valeria Mendez em junho 23, 2004 04:45 AMAmigo Alves Caeiro, concordo com as suas suposições e confirmá-las-ei em devido tempo.
É precisamente essa a questão em causa de há muitas postas a esta parte. O Liberalismo atirou o Alentejo para o Latifúndio e, gradualmente, atirou o Alentejano para situações aviltantes.
Quando ouço determinado tipo de liberais referirem-se ao Alentejo ainda fico arrepiado...
Um abraço,
Francisco Nunes
Afixado por Planície Heróica em junho 23, 2004 01:25 AMAmigo Francisco, li também o outro texto e assaltou-me uma dúvida, que tem a ver com a reduzida área "privada" e agriculturável do termo de Panóias, provavelmente estender-se-ia a outros termos. De facto, as herdades de então, são courelas ou fazendas (utilizando o nossa terminologia)e pouco têm a ver com a herdade, unidade mais próxima do latifúndio que caracterizou a propriedade alentejana depois da desamortização liberal e que se prolongou basicamente até aos nossos dias. Parece-me interessante este aspecto, o que vem colocar no centro da questão, a importância da venda dos chamados bens nacionais e a apropriação dos bens comunais e dos baldios e, simultaneamente, o reposicionamento dos grupos sociais, bem como as suas relações, praticamente em todo o Alentejo.
Por agora fico por aqui, certamente que teremos ocasião de falarmos um pouco mais sobre a questão.
Um abraço.